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Publicação demonstra deficits de financiamento para proteger as áreas protegidos no Brasil.

Em recente publicação os docentes do PPGCA Dr. Alan Cavalcante da Cunha e Dr. Helenilza Ferreira Albuquerque da Cunha e a Pós-doutoranda do PPGCA Dra. Tereza Cristina Albuquerque de Castro Dias liderada pelo prof. Dr. José Maria da Silva do PPGbio demonstram deficits de financiamento para proteger as áreas protegidos no Brasil. 

Áreas Protegidas são o principal instrumento de políticas públicas para a proteção dos ecossistemas naturais e serviços ambientais por eles prestados. No Brasil, os recursos alocados para a gestão efetiva dessas áreas têm sido insuficientes. Os autores estudaram o déficit de financiamento em 282 Unidades de Conservação federais públicas (741.782 km2) gerenciadas pelo ICMBio. Estimaram que as UC necessitariam de 468 milhões de dólares (em 2016) para cobrir seus custos de gestão. Entretanto, os investimentos realizados pelo governo brasileiro contemplaram apenas 15,5% dos recursos necessários para essas áreas, estabelecendo um deficit de financiamento na ordem de 76,5%. O estudo mostrou que o déficit é negativo quando associado à idade e IDH, porém, é positivo quando associado ao tamanho das UC. A proporção de UC com financiamento deficitário no Brasil é alta e compara-se com o elevado deficit das áreas protegidas da África subsaariana (de 75 a 100%). Há evidências que o déficit de financiamento total anual nas UC brasileiras, aumentaram na última década. Novas políticas, parcerias público-privadas e inovações nos mecanismos de financiamentos precisam ser direcionados para melhorar a grande lacuna existente no financiamento do sistema de unidades de conservação brasileiras. O paper completo pode ser acessado em https://authors.elsevier.com/c/1bS5ZyDvMFV8V 

Prof. Alan Cunha. Profa. Helenilza Cunha Pós-Doutoranda Tereza Dias

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